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Ativista de Direitos Humanos Rafael Gomes assume a coordenação interina da Casa Nem

 

Rafael Gomes assumiu interinamente a coordenação-geral do Centro Estadual Comunitário CasaNem/Indianarae Siqueira, cuja gestão é integrada ao programa Rio Sem LGBTIfobia, por meio da Subsecretaria de Promoção, Defesa e Garantia dos Direitos Humanos, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro (SEDSODH). A titular da coordenação, Indianarae Siqueira, cumprirá os prazos previstos pela legislação eleitoral para se dedicar às agendas de pré-candidata a deputada estadual pelo PT-RJ. Posteriormente, seguirá o calendário estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a disputa eleitoral até o mês de outubro.

Experiência em políticas públicas e direitos humanos marca a trajetória do novo coordenador interino da CasaNem

A trajetória profissional do novo coordenador interino da CasaNem, o jornalista Rafael Gomes é marcada pela atuação em políticas públicas voltadas à diversidade, à inclusão social e à defesa dos direitos humanos. No executivo municipal, integrou a Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual do Rio de Janeiro. Já no âmbito estadual, passou pelas secretarias de Trabalho e Renda e de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. No Legislativo, contribuiu com o Fórum Permanente de Desenvolvimento Social e Econômico do Estado do Rio de Janeiro, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Atualmente, também atua como articulador da Rede Brasileira de Casas de Acolhimento (REBRACA). O coordenador  recebeu o prêmio Mérito Social 2024, também já presidiu a Comissão de Inclusão e Diversidades da Associação da Imprensa do Brasil(AIB) e ocupou o cargo de Secretário Geral da Diretoria de Diversidade da OAB-RJ. O defensor de direitos humanos atua com a gestão de projetos que visam à proteção e promoção e acolhimento de grupos minoritários, incluindo mulheres, idosos, pessoas com deficiência, a comunidade LGBTQIAP+,  em defesa da liberdade religiosa e igualdade racial.
Legenda: Monica Medina, Indianarae Siqueira, Cláudio Nascimento e Rafael Gomes
CasaNem completa 10 anos de resistência, acolhimento e política pública
Do cursinho pré-vestibular às ruas do Brasil: como um espaço criado no Rio virou referência nacional no acolhimento às pessoas LGBTQIAPN+ em vulnerabilidade social
Em fevereiro deste ano, a CasaNem chegou à sua décima primavera. São 10 anos de portas abertas para quem mais necessita.  Uma década de luta, ocupações, despejos, e conquistas que nenhuma estatística consegue resumir completamente. Mais do que uma data no calendário, o aniversário é uma chance de olhar para tudo que foi construído e entender por que esse espaço continua sendo tão necessário.Fundada em 2016 pela ativista Indianarae Siqueira e gerida pelo grupo Transrevolução, a CasaNem foi o primeiro espaço de acolhimento para pessoas LGBTQIAPN+ do Brasil. Mas a história começa um pouco antes, em 2015, com o PreparaNem, um cursinho pré-vestibular para pessoas trans que rapidamente mostrou que a demanda era bem maior do que uma sala de aula poderia conter. A vulnerabilidade social era alta demais para ser ignorada, e foi assim que a necessidade de um espaço de moradia e acolhimento ficou evidente.Um refúgio que virou política pública

Depois de muitos anos de luta, ocupações e despejos, a CasaNem conquistou a cessão de sua sede no Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro. O espaço oferece moradia, alimentação, acesso a serviços de saúde e, acima de tudo, a possibilidade de viver sem julgamento e longe das violências familiares e das ruas. O acolhimento funciona em período integral.

“Minha inspiração para criar o espaço foi proporcionar a oportunidade que não tive”, afirma Indianarae Siqueira, lembrando também das trajetórias de Brenda Lee e Jovana Baby Cardoso como referências que a guiaram na fundação do projeto no Rio.Em 2025, a Casa Nem deu mais um salto. Inaugurou o Centro Estadual Comunitário de Cidadania CasaNem Indianarae Siqueira, que passou a integrar o programa estadual Rio Sem LGBTIFobia, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado, em parceria com a UERJ.  “Com funcionamento de quarta a domingo, das 21h às 5h, o Centro é o único equipamento de atendimento noturno para a comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil” destaca o coordenador técnico do equipamento, Rafael Gomes.

“A equipe é multidisciplinar e conta com profissionais de psicologia, assistência social, área jurídica e administrativa, além de assessoria técnica e coordenação”, finaliza o coordenador.

O PreparaNem, 11 anos depois

O cursinho que deu origem a tudo isso chegou ao seu décimo primeiro ano com novidades. A CasaNem inaugurou uma Giroteca equipada com tablets, computadores, equipamentos de audiovisual, 4 mil livros virtuais e 2 mil livros físicos. O projeto foi realizado com o apoio do Rio Sem LGBTIFobia e da Fundação Leão XIII, e vai ampliar o atendimento também à comunidade do entorno, incentivando a leitura, a pesquisa e a empregabilidade dos acolhidos.

As aulas do PreparaNem têm início, todos os anos, no mês de março. Para quem acompanha o projeto de perto, o recado que fica é o mesmo de sempre: não se trata apenas de passar no vestibular. É sobre o direito de existir e brilhar em todos os lugares.Uma rede luta e apoio que cresce pelo Brasil

O impacto da Casa Nem foi além das fronteiras do Rio. Em 2020, em plena pandemia, Indianarae Siqueira fundou a REBRACA LGBTQIAPN+, a Rede Brasileira de Casas de Acolhimento. Hoje, a rede articula 22 casas distribuídas nas cinco regiões do país, oferecendo abrigo e proteção integral a pessoas expulsas de casa, vítimas de violência, discriminação e abandono familiar.Em 2025, o modelo ganhou ainda mais força com o lançamento do projeto ACOLHER+, iniciativa do Governo Federal por meio do MDHC e da Secretaria Nacional LGBTQIAPN+. O programa foi reorganizado e ampliado sob o nome Casas da Cidadania LGBTQIAPN+, com verba garantida, portaria publicada e implementação prevista ao longo de 2026. “Agradecemos a todas as pessoas envolvidas na criação e transformação da CasaNem desde o início até hoje”, diz Indianarae Siqueira.

Projeto Kuzinha Nem completa 6 anos

Além de ser um projeto que garante a segurança alimentar vegana e sem sofrimento animal para as  pessoas acolhidas na Casa Nem,  promovendo mais de 300 refeições mensais preparadas no espaço, ainda mantemos a distribuição de mais de  800 quentinhas por mês para pessoas em situação de rua, promovemos a  doação de cestas básicas , legumes e frutas para pessoas LGBTQIAPN+ e  famílias em vulnerabilidade alimentar e acolhimento de pessoas em  situação de rua, expulsas de casa e que sofrem violações de direitos.

A iniciativa oferece debates sobre proteção animal, acolhimento para animais abandonados, cursos de gastronomia vegana  sem sofrimento, fomentando a economia criativa e o reaproveitamento de alimentos, geração de renda, e também funciona como espaço cultural da Casa Nem para eventos.
Muitas mais que uma cozinha, o espaço carrega história de luta, resistência e superação. Entre grãos, frutas, legumes e verduras há histórias de abandono, fome, rejeições , dor, mas também de superação e acolhimento com criação de laços que  vão se firmando através das refeições compartilhadas.
Essas refeições comunitárias elas alimentam, mas também ensinam sobre trabalho em grupo, apoio em comunidade e empatia aos mais vulneráveis.
Ativista Rafael Gomes

Como apoiar
Dez anos de história só existem porque muita gente acreditou e continua acreditando. Se você quer fazer parte disso, a Casa Nem segue aberta a doações. Na verdade ela vive de doações, é um organismo vivo onde cada cidadão pode ajudar a distribuir mais amor, cuidado, cidadania e respeito ao próximo.

Para fazer parte desta corrente de amor e força, faça a sua contribuição pelo link: https://campaign.doare.org/campanha/29e5d100-0463-483b-948f-d2e8401cbe43/ajudeacasanem/grupotransrevolucaocasanem